VPN privadaRiscos e proteção

Quem pode ver a sua navegação, e como a VPN fecha cada brecha.

A ameaça mais próxima costuma estar dentro da empresa: quem administra a rede. Depois vêm a operadora, o Wi-Fi público e as VPNs que vendem o que veem.

Quem administra a rede da empresa

Toda vez que um aparelho abre um site ou um aplicativo, ele pergunta ao DNS onde esse endereço fica. Na rede do escritório, essas perguntas passam pelo roteador e pelo firewall, e quem os administra pode ler a lista completa: bancos, advogados, clínicas, concorrentes, a que horas e de qual aparelho.

Com a VPN: o celular e o notebook do diretor mandam tudo criptografado para o servidor da empresa na Suíça, que resolve o DNS lá. Na rede do escritório, só aparece tráfego criptografado indo para um único endereço.

A operadora de internet

Em casa e no 4G, o DNS padrão costuma ser o da operadora, que vê cada site consultado. Além disso, o Marco Civil da Internet obriga as operadoras a guardar por um ano os registros das suas conexões.

E o modem com Wi-Fi que a operadora instala costuma ser administrado remotamente por ela: ela pode ver quais aparelhos estão na sua rede, com nome e horário de conexão, e mudar a configuração sem avisar.

Com a VPN: a operadora só vê que você está conectado ao seu servidor. As consultas e os sites ficam dentro do túnel. A lista de aparelhos ligados ao modem dela continua visível; para tirar a casa ou o escritório do alcance do modem, a solução é um roteador seu atrás dele, parte da Casa segura.

Wi-Fi de hotel, aeroporto e eventos

Redes públicas são administradas por quem você não conhece, e qualquer pessoa na mesma rede pode tentar observar o tráfego. É onde o empresário em viagem está mais exposto.

Com a VPN: o aparelho se conecta ao seu servidor assim que entra na rede, e nada legível passa pelo Wi-Fi. O Amnezia disfarça o tráfego, então funciona mesmo em redes que bloqueiam VPNs comuns.

VPNs comerciais

Uma VPN comercial troca a operadora por outra empresa no meio do caminho. Ela vê tudo o que passa pelos servidores dela. E quando o serviço é de graça, o produto é você.

Em 2018, o Facebook tirou da App Store, a pedido da Apple, o Onavo, uma VPN gratuita que coletava dados sobre o uso dos aparelhos. Em 2020, sete VPNs gratuitas que prometiam não guardar registros deixaram expostos dados de navegação, e-mails e senhas de serviços com cerca de 20 milhões de usuários.

Com a VPN BeAware: não existe empresa no meio. O servidor é só seu, a configuração é sua, e o padrão é não registrar nada.

Rastreadores e sites maliciosos

Aplicativos e sites carregam dezenas de rastreadores, e um link errado pode levar a um domínio de golpe.

Com a VPN: o DNS do seu servidor pode bloquear listas de rastreadores e de domínios maliciosos conhecidos, para todos os aparelhos ao mesmo tempo.

O que fica de fora. A VPN protege o caminho, não o aparelho: se a TI controla o celular por software de gestão ou por um certificado da empresa, ela continua vendo o que quiser, e para isso existem os celulares blindados. E é privacidade, não anonimato: os sites que você visita veem o endereço do seu servidor.

Quer saber o que a sua rede revela hoje?

Mostramos, na prática, o que fica visível na rede da sua empresa e o que muda com a VPN.

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